sábado, 12 de setembro de 2015

Cena 9


I

 “Vai nessa, meu broder, também vou aproveitar o seu sonho para fazer uma fezinha”.

    Puxou o lençol e, antes de dobrá-lo em quatro, utilizou-o para sacudir a poeira de cima da cama. Enquanto fazia isso, pensava nos ofícios do corpo, nos rituais do deitar-se para dormir para que o sono fosse o mais tranquilo e reparador possível. Depois se aproximou da janela fixando o olhar nas sombras das nuvens, sentindo o sangue correr pelas veias e, finalmente, foi deitar-se, convencido de que dormiria como uma pedra, em repouso absoluto.
      
       Não foi o que aconteceu. Ou foi?

    E nada de o sono chegar. Parecia que, sem qualquer aviso, ele se hospedara em outros aposentos. Então, Carlos rolou diversas vezes pela cama contando carneirinhos nas nuvens. Estes iam e vinham rapidamente, se atropelando e a tudo que iam encontrando pela frente, enquanto, outras vezes, cobriam o corpo dele com as suas lãs como se fossem tapetes.

    Não demorou muito e se acomodou em um deles e voou em direção à terra. Era um voo poderoso, só quebrado por mergulhos cortantes e lúcidas e famintas quedas por abismos.
      
       Vinha assim descendo a ladeira num trem sem roda, desgovernado, deixando-o atordoado sem saber se chegaria, com vida, a qualquer lugar que ele fosse.

   Parecia que estava sem freios aquele trem da noite, já beirando a madrugada. Na sua corrida louca, encontrou na primeira estação Seo Teteu, agora bem mais velho, mas ainda atrás de Maria. Aquela mesma Maria que o enchia de esperança quando entrava pelo meio da tarde na sua casa, aproveitando-se da ausência de sua mulher, dona Velha, que cuidava da outra casa em Maria Guarda, aquela ilhota quase desconhecida da Baía de Todos os Santos, deixando-o quase sempre sozinho por achá-lo já imprestável para tantas outras coisas.

    Todo mundo sabia o que Maria fazia quase todas as tardes na casa do velho porque ela mesma contava com riqueza de detalhes o quanto o deixava feliz, ao fazê-lo sentir um antigo calor entre as pernas. Fazia-o com desenvoltura e experiência de uma profissional. Parecia que tinha um manual de prazer nas mãos. Ia-lhe mostrando parcimoniosamente o corpo e ia apalpando o dele com maestria e leveza para que ele sentisse o calor das suas mãos em suas partes íntimas. Era o que bastava fazer-lhe para sair, dali, tendo nas mãos o rico dinheirinho da feira da semana, deixando o velho com a alma lavada e o corpo satisfeito. Todos na rua guardavam o segredo da felicidade do velho Teteu sem que a sua mulher – dona Velha –, desconfiasse do que acontecia enquanto ela estava cuidando da outra casa.

    Apesar do tácito acordo, quando alguém saía dos seus cuidados e dizia “que sem-vergonhice, Maria, bem esperta, está se aproveitando do velho direitinho, quando dona Velha voltar, vou contar-lhe tudo”, vinha logo outro e dizia “deixa a menina em paz, o que você tem com isso, são duas almas caridosas, estão numa troca de favores e, com esse dinheirinho, ela está garantindo o pão e a escola dos seus filhos”. E a conversa morria ali. Não se falava mais nisso por algum tempo.



    II
      
       Agora os profetas estão na igreja orando enquanto o trem segue o seu caminho sem fim, sobre os trilhos, mas sem as rodas, embasbacando Carlos, com aquele voo vertiginoso, sem saber se sonha enquanto dorme ou se delira com a insônia, mas sentia uma estação próxima, se fosse possível desceria porque estava assustado com a correria desenfreada.

    Um murmúrio aéreo já planava naquele mar íntimo quando a festa na casa de Dorminhoco terminou e a madrugada corria solta pela Rua da Jussara. Carlos ainda estava grudado em Cotoco, uma das netas de dona Velha e Seo Teteu, do outro lado da rua, quase em frente à sua casa, amassando-a como podia. Quanto mais ela fingia que tentava desvencilhar-se, dizendo-lhe que era tarde, afastando a sua mão boba, daqui e dali, mas ele a prendia entre as suas pernas e braços. Estavam nesse jogo, quando a luz da sala da sua casa, de repente, se acendeu. A porta se abriu e um vulto esgueirou-se porta fora.

    Cotoco prendeu a respiração e tentou disfarçar como se não tivesse acontecido nada. Mas Carlos não. Achou que seria a hora de se aproveitar para tirar um sarro da situação. Então, sussurrou no seu ouvido “você viu quem saiu da casa de sua tia? e a festa lá estava bem melhor do que essa aqui”. Provocante, Carlos acrescentou: “Acho que Antônio é amante de sua tia. Acho não, tenho certeza disso. Aposto que não é primeira vez que vocês saem para passear ou vão a uma festa, como a de hoje, e eles aproveitam para ficarem no bem-bom”. E quis levantar a sua saia.

    Carlos errou na dose porque ela amuou e não deixou mais que a sua mão se espraiasse pelo seu corpo, quis entrar logo em casa para que a sua tia soubesse que ela viu tudo. Também Carlos ficou sem saber se Cotoco encontrou sua tia na cama fingindo que dormia ou se a encontrou na cozinha, fagueira, tomando um café com o corpo ainda em brasa porque Cotoco pôs fim ao namoro, evitando encontrá-lo novamente.

    Pela manhã, quando levantou da cama, sua mãe perguntou-lhe porque não tinha chegado com a calça engomada. Ele respondeu que Antonio se interpôs no seu caminho e riu. E sua mãe fingiu que não entendeu nada, pois ela já sabia de tudo. Todos na rua sabiam. Quando a fome dos dois apertava, Antonio entrava pela janela do quarto da tia sem fazer barulho e, sem ruídos, se entregavam ao prazer da carne com as sobrinhas dormindo ao lado.

    Na rua, já corria a boca pequena que ele não fora o primeiro, que aquela janela sempre se abrira de madrugada. O irmão de Carlos fora um dos que pulara, embora ele jure de pés juntos que nunca atravessou os umbrais daquela janela.
   
    Quando a gravidez já não podia mais ser ocultada, Antônio já tinha mudado de endereço, fora para bem longe, já não se sabia o seu paradeiro havia muito tempo. O malandro a deixara com uma filha. Por outro lado, ela nunca mais abriria a janela de madrugada. O calor que a solteirona, como ela era conhecida, sentia em outros tempos parecia ter amainado com o nascimento da filha.

   III

       Mas todos sabem que a sombra é inevitável e começava um suor noturno como soturno era o trem resfolegando em plena madrugada. A próxima estação era logo ali, Carlos já pegava a sua sacola. O coração do trem estava histérico. No vagão restava apenas ele, que já se preparava para levantar quando entrou uma dama, formosa, sedutoramente vestida, bem parecia uma atriz do cinema americano. Ela vinha atravessando os vagões e se instala no de Carlos; depois de um desfile meneando o seu corpo e os cabelos, Carlos delira achando que aquele minuto já era uma eternidade.
   
    Como se não bastasse a música que vinha do corpo da dama, outra explode dentro do vagão. E ela começa uma dança, provocante, e dele se aproxima com requebros da cintura e meneios do corpo, deixando-o muito excitado; passa-lhe a mão no rosto, depois se enrosca no pole dance improvisado dentro do trem, roçando nele o seu clitóris. Sobe, desce e se contorce seguidas vezes. E geme. Aparecia na pele, no rosto, no corpo os laivos do gozo.

    Então, Carlos se lembra das confissões de adolescente de Lúcia G. que quase morreu atropelada roçando o dela no selim da bicicleta. Ela fazia isso todos os dias, contou-lhe depois, já adulta, mas, naquela manhã, parece que descobrira a posição exata para orgasmos sucessivos e só os interrompeu quando se estatelou no chão com a buzina de um carro nos seus ouvidos, os pneus cantando no chão de terra batida e os gritos do motorista, um senhor, perguntando-lhe se queria morrer.

    Refez-se do susto, apanhou a bicicleta, olhando fixamente para as escoriações da perna e correu para casa. Mas voltou ao prazer do selim no dia seguinte, agora numa rua mais recolhida, como lhe contou nas muitas sessões de intimidade, já adultos, que tiveram em tardes mornas na casa de praia da sua viuvez.

     Carlos deixa a memória divagar, mas não perde os movimentos da artista, que está cada vez mais próxima dele, puxando-o para si e arrastando-o para o piso do vagão. Agora eles resfolegam como o trem e se embaraçam nas próprias pernas e os sacolejos do trem ajudam no vaivém dos corpos. E ele lhe diz no ouvido “Demi” e ela diz “não, toda, nada de metade, toda, toda, meu gostoso”. E ele, Demi, non plus, e ela, “não, nada de metade, toda, meu  menino, não para, não para.”

    Acorda com movimentos de vaivém na cama, vira para o outro lado e dorme. Pela manhã, não pode deixar de lembrar-se de sua mãe quando descobre o tamanho da mancha na cueca.

    Saiu sem tomar café e foi direto para a sala de Jorge, mestre no jogo do bicho, contando-lhe em pormenores os sonhos. Ele ouve em silêncio e, depois de um tempo, faz a interpretação, atribuindo-lhe os animais e passando-lhe primeiro as três dezenas e, em seguida, os milhares. 


José Carlos Sant Anna

57 comentários:

  1. E faz muito bem, my brother! Sonhe, sonhe, e sempre que possível, concretize.
    Será que todos os "Carlos" agem, desse jeito, estou eu, aqui, pensando...

    ResponderExcluir
  2. Mais uma cena rica em detalhes, onde gostei muito de estar e sentir essa viagem como se realmente estivesse sentada no banco ao lado desse trem. Tudo muito vivo e real.

    Como sempre, adorei, José Carlos.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  3. Me ensine a escrever, desse jeito, por favor! Prometo que serei uma aluna disciplinada, farei sempre o trabalho de casa indicado por você, serei e estarei muito atenta ao que sua boca me pretenda transmitir e ao seu olhar, calado, fixo, cristalizado, chamativo, apelativo, profissional e de Professor, me querendo dizer algo... talvez erro ortográfico, morfológico ou sintático, ou ainda semântico, por mim cometido. Quando eu cometer erro, seja de que espécie for, me olhe, assim, isso, assim! Mestre é Mestre e você o é em muitas matérias!
    Lhe prometo ser cumpridora, fiel na escola, em casa, na sua ou na minha, na calçada da minha rua, no instante, sempre!

    Três cenas, fabulosas, fantásticas, sensoriais, cotidianas, mundanas, "suas", "minhas", que até parecem desligadas, mas a "lava" é exatamente a mesma. Você, Professor, sabe atear o fogo, chamar vulcões, abrir, escancarar vontades e seja o que Deus quiser, porque, afinal, ninguém é de ferro.

    Não sei se se trata de orgia romana ou brasileira. Vou pensar, querido José Carlos!

    Bisous, pas demi!

    ResponderExcluir
  4. José Carlos, me dói bastante a mão dta, assim, não haverá maiúsculas, nem pontuação nessa minha conversa. tá. amanhã, vou iniciar laser e massagem, k irá durar um mês.

    claro que você me pode ensinar mtas coisas, mas nesse caso, falámos de escrita. eu sei k saber escrever é um pouco intuitivo e intrínseco, e ninguém escreve, do mesmo jeito.
    quem tem formação superior em letras, é pke gosta mesmo dessa matéria.
    sabe, eu acho k os números tem - falta o acento circunflexo - mto pouco interesse e são as palavras k constroem o mundo, enqto os números o destroem.

    visualizo vários blogs, e não há mtas pessoas, em minha opinião, k escrevam bem, mto bem. você é o caso mais sério k conheço. há tb um português k escreve lindamente, mas mtos dos seus escritos são sobre política.

    evidente que algumas das coisas k digo, são nítida provocação, k agrada a ambos. sou insubmissa, como você próprio me classificou, e até acertou, mas gosto de ser levada ao colo, como se fosse criança. sou mimada, mas não sou de amuar, nem de ter orgulho. se for preciso ir ter com a pessoa, k pensa k a razão está toda do lado dela, eu sou a primeira a estender a mão e pazes feitas.

    li, de novo, nunca me canso, esta cena 9, e sobretudo a parte 3 está de gritos. você não perde pitada e faz com k a personagem principal, o Carlos, explore bem o pedaço, sendo a conversa entre ele e ela bem apelativa e apetecível.

    ela bem pior k ele, pke não gosta de pouquinho, nem metades, portanto, tout entier. esquisito. é no início do aparelho genital feminino k o prazer é mais completo, gostoso, seguido, n vezes, etc. bem, mas essa menina era diferente das demais.

    apesar deste meu silencio - falta acento -. de dois dias, espero k seus olhos continuem desejando e esperando o céu.

    tenha uma noite de paz e amor.

    beijo, minino.

    ResponderExcluir
  5. custou, mas foi. tava deficil, mas acabou fazendo. gostei. parabéns.
    e a gente, mulheres, k ainda não conseguimos arranjar algo k os substitua...
    e como homem é teimoso... por isso é k há + viúvas k viúvos - risos-

    te desejo um dia luminoso. aqui o céu está cinzento, algum frio e chovendo, um pouquinho.

    ResponderExcluir
  6. Hola, José Carlos

    Vaya relato, el pobre hombre no sé si pobre o no, pero si que contaba corderillos para conciliar el sueño, igual que yo cuando tengo insomnio, mas ha debido entrar en el para soñar que viajar en el tren que volaba demasiado a prisa... Y que mal lo pasó el hombre.
    Bien, eres un buen escritor le das a tus letras ese punto humor y encanto que hace agradable la lectura. Me ha gustado mucho.

    Me cuesta algo entender el idioma tengo que pararme mucho a leer y a veces no interpreto
    bien lo que significa la frase, pero voy poco a poco intuyendo lo que quiere decir . Perdona si no he entendido bien tu texto, aunque creo que si...
    Gracias por tu visita cosa que agradezco de corazón. Te dejo un besito y mi estima.
    Se muy muy feliz

    ResponderExcluir
  7. Várias cenas de um mesmo filme. E que filme, este! Pórticos e janelas abertas ou semi-abertas para o interior das casas, para um tipo de comportamento por demais repetitivo, destas ou de outras formas, no dia a dia de tanta gente. Todos somos seres sexuais, e cada um tem as suas histórias. Pequenos apontamentos muito visuais e plenos de erotismo.
    Como sonha Carlos! E a verdade é que dona Velha poderá estar menosprezando a líbido do seu velho! :-)
    Muito bom, Zé!
    xx

    ResponderExcluir
  8. Ó José Carlos, você "arranja" cada interlocutora ou foi ela mesma k te alabarou, assim, à queima roupa, sem dó nem piedade. Acho k foi. Ah! Ninguém merece!
    É perigoso, não deve, não é aconselhável falar, escrever palavras densas, ou seja, k exprimam aquilo k você está pensando e sentindo, pke ela é toda cheia de "mania" e você fica absorto, irritado, queria eu escrever , qdo ela se vira pra esquerda, assim a modos de quem não quer, se é que eu entendi, mexendo e remexendo o cabelo pra te despistar e se insinuar. Não há paciência! Concordo e estou solidário com sua "dor" e com esse estado de alma k o "perturba".
    Evidente que assim SÓ dá vontade de fazer uma intervenção, melhor, uma revolução, com estado de sítio e tudo, pra ver se a poeira baixa e a lava arrefece.

    Vou rezar para k essa situação melhore, a seu favor, claro.

    Abraço "solidário".

    ResponderExcluir
  9. Finalmente a Cena 9!
    E já chega fazendo estragos nos sentidos, nas intenções e decisões tomadas assim, de sôfrego, em momentos menos oportunos... Três situações já assentadas com seus desvios, encontros e desencantos, onde parece que todos se dão bem, a não ser pela desventura do Carlos ao término do namoro com Cotoco (que nome mais feio foste arranjar... rs), o que deixou nosso personagem principal num trem que “segue o seu caminho sem fim, sobre os trilhos, mas sem as rodas” num “voo vertiginoso, sem saber se sonha enquanto dorme ou se delira com a insônia...”
    E aí entra uma “dama, formosa, sedutoramente vestida, bem parecia uma atriz do cinema americano” para de alguma forma “salvar” o pobre Carlos e livrá-lo dos delírios fazendo com que toda a situação tenha um “happy end”, testemunhado apenas pela mãe...
    Tomara que o Jorge tenha acertado na interpretação e dado o palpite certo para o jogo do bicho. Fico a pensar que bichos seriam estes...
    Que belo conto, que imaginação prodigiosa, um talento admirável!
    Meu querido, como sempre, brilhas em “cenas” e comentários.
    Um beijo com meu carinho no desejo de um lindo final de semana,
    Helena

    ResponderExcluir
  10. Um pensamento surgiu depois de dar uma volta
    no tempo.
    Aquela volta de cento e oitenta grau que
    em dado momento da vida temos que dar uma pausa e pensar.
    Eu com certeza tenho o DNA do amor
    pulsando no meu coração.
    Por isso meu carinho é gratuito e sincero
    chego sentir uma saudade que dói mesmo sem conhecer
    a amizade além da minha telinha.
    A diferença não é o contato fisico,
    mas sim aquilo que tenho de mais sublime amar
    sem conhecer a cor dos olhos ou da pele .
    A religião então ..essa para mim tem somente
    um quisito ter fé e acreditar num superior a
    tudo com um nome lindo ...Jesus isso me basta.
    Um abençoado final de semana.
    Eu só vim te dar um abraço é
    tudo que posso fazer quando no coração
    a saudade vem bater.
    Beijos e meu eterno carinho.
    Evanir.

    ResponderExcluir
  11. ¡Hola Carlos!!!

    Paso de nuevo e intento saborear este relato largo intenso y sensual muy sensual y es que el amor es como el huracán loco loco... Es tan natural como la vida misma: Y entra por la ventana o por el tejado,y por donde sea... Aunque el viento sople aunque la lluvia arrase. Todo ser viente necesita amar y ser amado.

    He leído con calma y placer y creo que he entendido un poco mejor. Solo decirte que es la letra demasiado pequeña, para mí, pues tengo algo de dificultad para ver bien. Perdona! Eh. No te lo digo con mal intención.

    Un abrazo y feliz fin de semana.

    ResponderExcluir
  12. Mais uma ... o k é que você está pensando, "minino"? Falo (não é esse), estou falando de interlocutora/comentadora, embora o "mulherio" por aqui não pare de crescer, (bem, agora há quem vá dizer: queria o espaço só pra ela, era?), mas seu acolhimento tb é imenso, internacional e intenso, e eu noto tão bem esse brilhozinho nos olhos, k até sua pupila dilata. Ah! Como noto!
    Como você, o Professor, é de Letras tem capacidade para "sorver" e absorver tudo isso, e depois essa sua faceta de D. Juan, mal disfarçado, com coração k serve de morada a não sei qtas, ah, isso me fascina, pke homem, sempre, procede do mesmo jeito, mesmo tendo, legalmente, uma, duas ou mais mulheres, como na cultura árabe.

    Tudo isso pra lhe dizer k gosto mto de você, da forma como escreve (nunca tinha dito isto pra você. Né?), da sua cortesia e da sua paciência pra me ter como comentadora quase residente. Qdo você me despedir ou eu for embora, mandaremos carta resgist(r)ada com três meses de antecedência. Combinado?

    Um abraço meu.

    ResponderExcluir
  13. Situações kkk cotidianas;
    Sonhar é ótimo;
    Bom começo de semana;

    ResponderExcluir
  14. só rindo....vc é um escritor danado de bom, mesmo!!!!!

    saudades

    ResponderExcluir
  15. Olá, amigo sumidinho ( demorei em vir aqui, fiquei dias sem internet), que conto louco, mas, paradoxalmente, real.
    Quanto ao trem, me vi nele, acontece mais ou menos isso, quando tomo café após o meio dia...
    Muito bom, como sempre, José Carlos!
    Abração!

    ResponderExcluir
  16. Estou novamente aqui, José Carlos, e quero dar uma mãozinha para o Carlos...Vou ajudá-lo a contar carneirinhos ou, talvez, cantar uma canção de ninar para ele dormir...
    Foi bom reler...
    Beijos, amigo!

    ResponderExcluir
  17. Sonharei sempre,
    enquanto meu sangue pulsar e meus olhos brilharem!!!!!!
    Muito bom,amigo!!!!!
    BRAVO,amigo escritor!
    http://www.elianedelacerda.com

    ResponderExcluir
  18. É muito bom sonhar!
    Alivia as tensões.
    Um conto maravilhoso!
    Beijos.

    ResponderExcluir
  19. Dei um vôo rasante por aqui e, veja, deixei mais um beijo pra você!!!

    ResponderExcluir
  20. O que eu quero mesmo, querido amigo, é que você encontre nas dobras desse dia, muitas alegrias, bastante inspiração e toda Paz do mundo!
    Beijos, José Carlos!!!

    ResponderExcluir
  21. Aguardo novo post,amigo querido!
    Bjos
    http://www.elianedelacerda.com

    ResponderExcluir
  22. "Não foi o que aconteceu. Ou foi?"
    Eis a questão... mas se não aconteceu podia muito bem ter acontecido. Aliás, como o Carlos foi desenleando o novelo de lã muita gente faz.

    Perfeito, caro José Carlos.

    ResponderExcluir
  23. É tão bom sonhar. Gostei de ler
    .
    Escrevi lá no blogue sobre: " Duas amigas lindas e sedutoras brincando Sensualmente à Mãe Natal.
    .
    Gostava que me visitasse(m)
    .
    Feliz Fim de Semana

    ResponderExcluir
  24. Que grande surpresa tive aqui!
    Pouco li, apenas a publicação em qual comento, mas o comparo aos melhores da literatura a passo segui-lo para não mais perder suas publicações.
    Saudações respeitosas, sr

    ResponderExcluir
  25. O que eu tenho perdido por não visitá-lo, José Carlos!
    Boa prosa, bom uso da Língua, as palavras parecem viver o que dizem...

    Abraço

    ResponderExcluir
  26. Boa tarde Jose.
    Quanto tempo, mas tenho certeza que me entende meu amigo, so gosto de visitar meus amigos virtuais quando estou bem, mas retribuo visita quando estou mal rsrs. Um belo conto, com mínimos detalhes, sera que foi um sonho, uma premonição ou forte desejo rsrs. Uma linda semana. Abraços.

    ResponderExcluir
  27. Boa tarde José.
    O seu olhar também me faz bem qualquer que seja a situação rsrs, estou com alteração pequena no meu quadro, mas o meu humor ainda permanece como diz a minha filha inalterado rsrs. Tem coisa melhor do que está de bem com a vida rsrs. Beijos, Beijos .


    ResponderExcluir
  28. Pois bem, brother, um abraço para si!

    ResponderExcluir
  29. Boa nopite

    Gostei muito do seu blogue e da sua escrita. Escorreita, fácil de ler e entender
    .
    Cumprimentos

    ResponderExcluir
  30. OI JOSÉ!
    TENS TALENTO, TEU TEXTO PRENDE O LEITOR, MUITO BOM.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  31. Nossa, que fôlego/fogo esse Carlos!
    Tão bem escrito, delicioso de ler, me senti telespectadora de um belo filme, obrigada pelo momento.
    Parabéns, tuas letras são lindas!
    Abraço, lu.

    ResponderExcluir
  32. O Sono que acorda vidas por acontecer e acontecidas.

    Detalhes que nos prendem em leitura bem acordada.

    Que grande contador de histórias, repletas de pormenores.
    Faz-me lembrar o Tão.

    Beijo

    ResponderExcluir
  33. OI JOSÉ!
    PASSANDO, RELENDO E TE DEIXANDO MEU BOA NOITE.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  34. Um texto que nos agarra da primeira à ultima palavra...
    Gostei imenso de descobrir este espaço... se nos desejar descobrir... estamos em artandkits.blogspot.com e adoraríamos contar com sua presença, por lá...
    Abraço! Um excelente final de semana!
    Ana

    ResponderExcluir
  35. Amigo cheio de bom humor,
    aguardando novo post!
    bjos e ótimo final de semana!
    http://www.elianedelacerda.com

    ResponderExcluir
  36. Meu amigo.
    Passando para lhe desejar um lindo Natal e boas festas.
    Abraços

    ResponderExcluir
  37. Un placer pasar por tu blog, hacía tiempo no te visitaba.

    Un beso.

    ResponderExcluir
  38. Uma escrita com uma fluência tão natural.
    Sonhar faz parte do mundo de quem escreve que, mais sonha do que vive o que se sonha. Adorei sua visita e o generoso comentário deixado.
    Como fiquei muito tempo sem blogar e estou voltando agora, aos poucos estou deixando em dia as leituras de amigos, que tanto gosto!
    Um abraço e um sábado grandioso!

    ResponderExcluir
  39. Olá amigo, passei para saber se havia novidades e como não há reli que é sempre um gosto a sua escrita. Fiquei confusa pois sei que já aqui estive e comentei e não vi o comentário. Um abraço com carinho

    ResponderExcluir
  40. Os sonhos são hilários descritos com a maestria do grande JC
    vamos blogar? quero mais ... rs
    abraços e beijos

    ResponderExcluir
  41. Sonhar é bom, mas ter pesadelos realmente é ruim para uma noite de insônia, parabéns...

    http://sensibilidadeanavegarcompoesias.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  42. Sonhemos, mas não fiquemos só por aí!

    Bom fim de semana

    ResponderExcluir
  43. A vida chama-nos, grita por nós, seremos surdos?

    Beijos

    ResponderExcluir
  44. Amigo passei para ler novidades. Boa semana e beijos com carinho

    ResponderExcluir
  45. Que poderei eu dizer?
    A escrita é uma arte...
    Texto muito bem escrito e imaginativo.
    Parabéns...

    ResponderExcluir
  46. Como uma pobre estudante de jornalismo preciso dizer que pelas disciplinas de narrativa e técnicas das mesma. Tu dominas muito bem, o enredo, a enunciação, os personagens, a construção de cenas e a riqueza de detalhes. E como leitora, me faltam palavras, fica então o meu encantamento pelo belo conto e o meu parabéns.

    Beijos

    ResponderExcluir
  47. Passei para agradecer a visita...e dar mais uma vista de olhos...
    Desejo um óptimo fim de semana.

    ResponderExcluir
  48. Gostei, meu caro! Hoje vai este poema
    http://vieiracalado-poesia.blogspot.pt/2017/01/o-coracao-conhece-o-segredo.html Os meus cumprimentos!

    ResponderExcluir
  49. Pena que não continue a publicar...é sempre bom reler...
    Grata pela visita
    Um excelente fim de semana

    ResponderExcluir
  50. Sempre bom ler a sua narrativa, bonita.

    Boa semana pra ti.

    ResponderExcluir
  51. Não sei como chegar ao outro blogue.
    Sei que já me deixou o link mas não o encontro.
    No entanto, é sempre bom reler belos textos...

    Abraço

    ResponderExcluir