Antes que
ou como se ele já não estivesse
em seu ofício
por não ser mais
uma realidade em evidência
março se desassossega na parede
E os dias despencam sem
cerimônia
pela janela absorta de gerânios
Súbito
ainda há um tempo
respira entre nuvens planas
sem me trair, sem
subtrair-me
o último dia
que caminha para a água.
Da água em seu remanso
e não sendo ar no ar
me pergunta da terra úmida,
ao perceber
a menina Sofia na
varanda,
que idade tem esse homem?
(José
Carlos Sant Anna)

Interrogação em imaginário poético. Gostei muito dessa divagação pelo mês de Março.
ResponderExcluir.
Deixo cumprimentos
Ainda sem ler o Águas de Março I, deleito-me aqui com o II, achando que vc está cada dia mais inspirado, meu amigo!
ResponderExcluirQue riqueza nesses versos dos dias despencados de março... com eles despencam nossos dias tb, mas que devem ser motivo de esperança, sempre.
A idade do homnem é a que tem seu coração... se ama, será sempre jovem :)
Beijos
Meu amigo,
ResponderExcluirVejo a beleza, a originalidade e a Filosofia nos
teus versos etéreos, ao toque da água (emoção) e
no balé (pensamentos) no ar da mente, que viaja
pelas construções do Poeta.
Simplesmente, adoro (sempre) a tua Poética!!
Afetuoso Abraço!
Ps:Enquanto estava aqui no teu espaço, recebo aviso,
tu lá no meu espaço...rss
venho a registar que vc é um escritor talentoso e um poeta inspirado.
ResponderExcluirrazão bastante para lhe solicitar autorização para frequentar o seu blog.
cumprimentos
¡Hola, José Carlos!!!
ResponderExcluirMe encantan estos versos que parece cantan a esos días que despejan sin más ceremonia entre marzo y abril que todo florece siendo ya primavera que nos invita a escribir bellos poemas como este tuyo.
Y cuando aparece la chiquita en la baranda... Es que somos unos abuelos fantásticos.
Ha sido un placer,y no deseo perderte de vista.
Te dejo un beso, mi gran estima y gratitud..
Se muy muy feliz.
Que idade tem esse homem...?
ResponderExcluirEsse homem terá a idade dos que não têm idade; a idade dos poetas. Embora vendo os dias de Março,(calendário), e os dele, inevitavelmente a despencar-se, existe um desejo de água e de terra húmida, um desejo de vida e de uma perene juventude e permanência.
Achei este poema super difícil de comentar! :-) E tenho de voltar para relê-lo, porque já é muito tarde por aqui.
xx
Gostei desse Março desassossegado e da curiosidade da "menina Sofia"... Um belo poema.
ResponderExcluirBeijo.
Gostei do desassossego de março que foi-se! Outro e mais outro hão de vir. E haverão mais desassossegos...
ResponderExcluirbjus!
Gostei de todo o poema. E o final é de Mestre...
ResponderExcluirExcelente, como sempre.
Bom resto de semana, caro amigo José Carlos.
Abraço.
Un mes para escribir poesía, el de marzo.
ResponderExcluirMe encantó el poema.
Un beso.
Belíssimas palavras, para assinalar o final deste mês... que já se diluiu na pressa dos dias...
ResponderExcluirMais um encantador momento de inspiração, que por aqui, me é dado apreciar!...
Um grande abraço! Continuação de uma boa semana!
Ana
Uma visita encantadora. A valsa colocou toda uma poesia na história do barquinho que ruma ao luar ao sabor do sopro.
ResponderExcluirTenha um fim de semana encantadoramente feliz, amigo :)
Beijos
http://odiariodaescrava.blogspot.com.br/
Meu caro, superlativo é este.
ResponderExcluirÁguas de Março têm praia. E há poesia no último dia, pelo menos, nos outros - despencados "pela janela absorta de gerânios"- não disse o poeta. Vermelhos, aposto, os gerânios, pelos vistos, da Sofia. Que admiração tola, a observação: um homem não faz idade perante uma flor: jardina a poesia.