Imagem Tomas Nicoletta
I.
só,
só,
enraizado no
chão pedregoso,
não viu as
chamas
do céu
noturno
incendiando
seu amor
tão maior que
a morte.
II.
Se for por mim
lhe inundarei de uma água tão pura
e, depois, tilintaremos as taças
e os corpos, translúcidos,
num súbito milagre
sob uma chuva
curinga.
II.
Se for por mim
lhe inundarei de uma água tão pura
e, depois, tilintaremos as taças
e os corpos, translúcidos,
num súbito milagre
sob uma chuva
curinga.
(José Carlos Sant Anna)

Un placer leerte José Carlos.
ResponderExcluirFeliz día.
Un beso
Que belo poema de amor!
ResponderExcluirUm abraço.
O milagre de um amor que desafia a morte; "um amor maior que a morte", num enlace de corpos sobre os quais se abatem as chamas da noite, numa chuva que pode ser eventualmente, assassina.
ResponderExcluirHá a "morte" do amor que inunda de água pura, e a morte que pode acontecer "sob uma chuva curinga". Este verso remeteu-me para a multiplicade de sentidos de curinga, e para o Joker/Coringa, d' O Cavaleiro das Trevas, que semeia o caos, destruição e morte.
Umas belas Águas de Março; as do amor, não as das inundações.
Será que interpretei bem?...:-)
Belíssimo poema, de onde o sujeito poético parte "só" , de um "chão pedregoso" para o milagre e celebração da vida.
Boa semana, Zé.
xx
"São as águas de Março, fechando o Verão. É a promessa de vida, para o teu coração"... Ocorreram-me as palavras e a voz, de Jobim e Elis... para este lindíssimo poema de celebração de vida... e amor... sim, porque amor... é sempre vida!...
ResponderExcluirAdorei estas águas de Março... pronuncio se recomeços... de vida...
Um grande abraço, José Carlos! Continuação de uma boa semana!
Ana
Águas de março mergulhadas em chamas com perfume de amor.
ResponderExcluirUm milagre húmido por viagens de copos e corpos em transparencia limpida.
Beijinhos
Um excelente poema de amor.
ResponderExcluirParabéns pelo talento poético que este e outros seus poemas revelam.
Continuação de boa semana, caro José Carlos.
Abraço.
Olá josé Carlos!
ResponderExcluirA chuva molha, liberta e lava qualquer impureza. As pessoas dançam, cantam e se beijar. O milagre do amor se propaga e inunda os nossos corações!
Beijos
Olá José Carlos!
ResponderExcluirQue expressão poética do amor tão sublime, tão bela
e tão original (a originalidade é a tua marca...).
Existem amores assim, de uma chama única para uma
chuva "curinga"!...rss
Saudade da tua poética, amigo, viu?...
Uma tarde de domingo alegre e poética para ti!
Afetuoso abraço.
Estariam estas águas de março fechando o verão ou “trazendo promessas de vida ao teu coração...”
ResponderExcluirOu até quem sabe apenas “incendiando seu amor tão maior que a morte”, pois um amor assim consegue inundar “de uma água tão pura” os corpos que fazem tilintar taças “num súbito milagre” enraizando “no chão pedregoso” o poder de um céu noturno e a beleza de uma chuva curinga...
Meu querido amigo, muitos leitores tem como “norma”, e dentre eles eu me encaixo, de tentar interpretar os poemas, principalmente daqueles autores que nos causam admiração. Agimos assim (eu, pelo menos) no intuito de nos tornarmos “íntimos” daqueles sentimentos e das emoções dos quais estava acometido o autor na hora de escrever. Por um lado considero uma extrema ousadia este procedimento, mas por outro (aquele lado de se tornar intimista), acho válido tal comportamento. Acredito ser uma forma de interação, um jeito prazeroso de nos mostrar solidários (se houver dor) ou de demonstrar o mesmo entusiasmo naquilo que foi exposto. E tudo se faz num processo de empatia que, a meu ver, é necessário entre o autor e o leitor.
Como diria a Aninha: já falei muita abobrinha (risos), e peço desculpas, meu querido, mas sinto em ti um ouvinte paciente, um amigo tão querido, que me dou o prazer de vir aqui e ficar batendo papo assim, descontraidamente. Já disse tantas vezes, mas vou repetir: gosto muito da tua forma de poetizar, gosto muito de ti!
Que tua semana seja plena de sorrisos, de estrelas, e de tudo aquilo que teu coração desejar, precisar e merecer.
Com carinho,
Leninha
No tienes nada nuevo, te dejo mis saludos.
ResponderExcluirBelo poema!
ResponderExcluirO desabrochar das águas em Março.
"só"?
"Se for por mim"...
pois que chova o ano inteiro!
Um poema que consegue demonstrar quão grandioso o amor pode ser... coisa que só os poetas conseguem descrever,.
ResponderExcluirVim desejar um lindo domingo para vc, com muito amor.
Beijos
Passando por aqui para me encantar na terça-feira.
ResponderExcluirBeijos e um lindo dia para vc :)
Passando nas suas águas de março quando começa aqui uma aguinha tímida de abril, para desejar a vc um dia iluminado e feliz.
ResponderExcluirBeijos