terça-feira, 21 de junho de 2016

Sopro Poético

Uma das obras mais conhecidas de Francisco Tárrega - Recuerdos de la Alhambra por Narciso Yepes

Das tuas mãos
E dos teus cabelos de chuva
Caracóis da vida real
Passeiam sem carteira de identidade
Embrulhados em alfazema.

Sorriem quando o mundo virtual
Que tanto aquece os sonhos
Súbito apetece voar
E alcança os olhos dos teus véus
Na inquietação das nuvens,

Quando, então, se atam
As pontas dos mundos em ângulos retos
E golpes de vento. E bailam os dois.
E despem-se no gozo ancestral
tornando-os mais íntimos. 


(José Carlos Sant Anna)

13 comentários:

  1. Quanta riqueza! Um colóquio amoroso virtual que, sei bem, às vezes pode ser tão íntimo e sublime...
    E a música, perfeita.
    É ir às nuvens em versos e melodia.
    Tenha uma noite tão linda quanto tua obra

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  2. ¡Uffff!!!

    José Carlos, me has hecho volar con esa exquisita música, felicidades al autor y a quien toca el mágico instrumento: y luego tus lindos versos en perfecto acorde con lo virtual, en definitiva, una preciosa entrada. Mi enhorabuena, amigo.

    Ha sido y es siempre un inmenso placer pasearme por esta tu casa.
    Te dejo mi gratitud y mi inmensa estima.
    Un abrazo y se muy muy feliz.

    Comentarte que me desaparecieron diez comentarios que habéis dejado en mi blog. No sé que pudo pasar?...

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  3. imagino quanto vc se divertiu a escrever o poema.

    o assunto, julgo, daria matéria para tese de douramento aos especialistas.

    forte abraço

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  4. Há caracóis que sorriem, na verdade, e até inspiram o poeta.
    Excelente poema, meu amigo, gostei imenso.
    A interpretação dos Recuerdos de la Alhambra é magistral.
    José Carlos, tem um bom fim de semana.
    Abraço.

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  5. um sopro poético muito bem soprado
    gostei
    obrigada pela passagem pelo meu espaço e pelo comentário
    entre sempre sem pedir licença
    é sempre bem vindo quem gosta de poesia
    bom final de semana.
    beijinhos
    :)

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  6. Que lindo José Carlos!
    O mundo virtual e o mundo real às vezes encontram-se e tornam tudo possivel.
    Beijos

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  7. O hálito, sensual e delicado no sopro do poeta, contagia, com sua essência, os personagens no mundo virtual e as pessoas do mundo real.
    Sou grata, por me apresentar Francisco Tárrega.
    Sou grata, também, pela generosidade dos comentários no meu Blog.
    Férias? Sonho meu! Por pouco tempo.
    Um grande abraço e desejos de bom fim de semana. Ou boas férias?!
    Abraços.

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  8. Tornar o longe... mais perto... e intimo... é um dos lados positivos do mundo virtual... que ora nos aproxima dos que estão longe... ora nos afasta dos que estão perto...
    Um belo poema, que descobre o lado poético, dessa descoberta e encanto, que nos aproxima a todos, os que andamos no mundo virtual, descobrindo outros mundos... que também nos tocam, por dentro...
    A escolha musical... fantástica!!! Conheço uma outra versão de Mike Oldfield desta música... mas esta versão instrumental, é bem mais arrebatadora, ainda...
    Beijinho! Bom fim de semana!
    Ana

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  9. Começando pelo vídeo, temos o Francisco Tárrega, violonista questionador que revolucionou o método usado na sua época, mas que sem nenhuma dúvida fez escola e hoje inúmeros seguidores mostram sua técnica e suas composições.
    Narciso Yepes, este famoso guitarrista, a interpretar uma das obras mais conhecidas do Tárrega (Recuerdos de la Alhambra).
    Trazes até nós dois grandes nomes da música espanhola, que nos enleva e encanta nesta preciosa composição e tão bela interpretação instrumental.
    Quanto ao teu poema, fez-me refletir nas relações que ocorrem via Internet e se intensificam no correr do tempo. Por vezes até nos parece “conhecer” a pessoa que do “outro lado” nos mostra um pouco da sua alma, enquanto fica a conhecer um pouco de nós. Criam-se, desta forma, laços “virtuais” que fazemos questão de manter coesos, entrelaçados na mesma sinceridade que dispensamos às amizades “reais”. Sofremos ao tomar conhecimento de alguma desventura ou nos regozijamos ao saber de algo alegre e motivador, vinculado à vida pessoal do nosso “amigo virtual”. Em qualquer dos relacionamentos vivenciados há que se manter o respeito, a deferência, o carinho e a consideração, pois são itens básicos de relações equilibradas e adultas.
    O enfoque do teu poema, meu querido, para muito além do virtual, vai ao viés de uma poesia que se embrulhou em alfazema e voou envolta em “véus na inquietação das nuvens”.
    Belo, como tudo aquilo que sai da tua imaginação e fica a passear entre os dedos da tua memória poética.
    Não precisas de estrelas nem de sorrisos, pois os tem entrelaçando teus versos... Mesmo assim os mando, embrulhadinhos no meu carinho e amizade.
    Leninha

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  10. José Carlos,
    Sempre que leio um poema, seja o poema que for, como li este seu poema (“Sopro poético”), fico a pensar nos recursos mágicos da poesia, que são alcançados aos poetas para dizerem o que os simples mortais não dizem.
    Grande abraço.

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  11. Passando para soprar o desejo de uma semana cheia de alegrias.
    Deixo beijos

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  12. Eu acho tão difícil conciliar o mundo real com o mundo virtual... Gostei do seu poema. Achei a música soberba.
    Beijos.

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  13. Certas atitudes do mundo virtual deveriam ser exemplo para o mundo real, esse, as vezes tão sórdido...
    Bela música, lindo poema! Inspirador.
    beijos.

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