terça-feira, 16 de agosto de 2016

Retrato





Sorvo
tudo que do amor
se diga e rendo-me à chama 
que rega 
as palavras luminosas
onde o tempo se acolhe.
Palavras que,
ao mesmo tempo, me saciam
e me deixam mais sedento,
assanhadas vespas,
novelo de um corpo viajado
haurindo em sol outonal
o chão da vida. 

(José Carlos Sant Anna)

12 comentários:

  1. Caro José Carlos,
    É do ofício do poeta buscar os efeitos mágicos das palavras para com elas cantar o amor, que às vezes gasta-se com o tempo. Ao poeta compete tentar ver toda as nuances.
    Grande abraço.

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  2. Que bonito, José Carlos, do amor nada mais encantador do que palavras luminosas, ternas, gentis que o tempo abraça e devolve com o mesmo encanto. Com a mesma intensidade.
    bjs, amigo!

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  3. Meu amigo, é beleza lá, é beleza aqui.
    Venho agradecer e me deparo com essa lindeza, palavras cheias de vida, desejo e amor.
    Deixando beijos na caixa do correio :)

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  4. Me encantó volver a leerte, José Carlos, hacía tiempo no venía a tu blog.

    Un precioso poema.

    Un beso.

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  5. probleminha surge quando as palavras se gastam ("já gastamos as palavras pela rua, meu amor/e o que nos ficou não chega..." - E. de Andrade)

    mas enquanto as palavras duram, o amor é eterno.

    belo teu poema, meu caro José Carlos

    abraço

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  6. O retrato do amor, em partículas na dança do movimento
    que dar luz a um sentido maior, revoluciona no
    concreto (chão) da vida, a florir gestos, sopros,
    desejos, encontros e poesia colhida do coração
    deste grande poeta tão íntimo das palavras na
    sua beleza e pulsão expressadas...

    A música de qualidade (adoro), sempre encantadora a
    acompanhar o poema.

    Um inspirador e feliz final de semana, caro Poeta!
    Abraço afetuoso, José Carlos.

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  7. Passando para desejar a vc uma semana de paz e luz.
    Deixo beijos

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  8. As palavras (também as do amor) são como as cerejas...
    Excelente poema, meu amigo, gostei imenso.
    José Carlos, tem uma boa semana.
    Abraço.

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  9. Colocamos as palavras sobre a mesa e voltamos à caligrafia da sede...
    Mas há uma seiva excessiva à boca das nascentes...
    Um belo e inspirador poema, amigo.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  10. Um pequeno poema... que nos deslumbra pela sua intensidade e arrebatamento... e pela sede de amor e vida... que tão bem expressa...
    Mais um trabalho de excepção, José Carlos!
    Um grande abraço
    Ana

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  11. Caro amigo,
    palavras, as tuas, a ressumar poesia.

    No retrato da palavra
    a vida e a morte no ato
    escrito implícito do amor

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