quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Outubro, outubro



Leves arabescos
tatuados
na correnteza
do instante
avançam 
nas brumas
da urgência 
do tempo.

Leves arabescos
nas veredas
da existência
raízes ávidas
velando 
a face da noite
nos vestígios
da ausência.

Leves arabescos
na aspereza 
das falésias
resvalam 
para os mares
em ritmo sincopado
à sombra
de um  gesto

nos lapsos 
da quietude e da alegria. 

(José Carlos Sant Anna)



16 comentários:

  1. Leves, leves como plumas os arabescos contêm a cifra
    de cada momento em si
    e Ella tão assim.

    E eu voltando à tona de mim.

    A abraço, Poeta.

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  2. "Leves arabescos
    nas veredas
    da existência
    raízes ávidas
    velando
    a face da noite
    nos vestígios
    da ausência."

    Ótima postagem, belo poema, José Carlos.
    E o vídeo da Ella é maravilhoso.
    bjs

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  3. Bom dia.
    Que lindos são
    estes seus versos.
    Bjins
    Catiaho Alc.

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  4. estes arabescos estão melodiosos e quase que apetece dançar
    gostei
    bom final de semana.
    beijinhos
    :)

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  5. Com o som de fundo de Ella Fitzgerald este poema flutua até ao infinito.

    Boa semana !

    Um beijinho

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  6. A leveza dos instantes da vida ao som de Ella. Tão especial, este momento.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  7. A urgência do tempo - arrepia-me.

    Quanta leveza nesse saltitar por entre palavras, sentires e melodias!

    Beijo

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  8. Caro José Carlos Sant'Ana, eis aqui mais um excelente poema de sua autoria. Muito bom, poeta. Parabéns.
    Grande abraço.

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  9. Magnifico poema, com um enquadramento musical de primeira categoria...
    Adorei a quietude nas palavras... que apetece saborear... sem urgência de tempo...
    Um grande abraço! Boa semana!
    Ana

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  10. Gostei imensamente deste espaço que me foi apresentado por Pedro Luso a quem muito estimo e como sou um pobre versejador, resolvo homenagear o grande poeta Sant'Ana e ele com versinhos meus. Escusas pela mediocridade, mas a intenção é divina.

    Arabescos tatuados
    De quietude e alegria
    Na vereda onde luzia
    O Sol por todos os lados

    E os arabescos pintados
    Só com a luz que insidia
    Nessa vereda vazia
    Pareciam-se a soldados

    Em prontidão, guarnecendo
    Aquele sonho estupendo
    Que eu tive com Pedro Luso

    No seu blog, a mim, colendo,
    Porque quando eu o estou vendo
    Desvendo que o não recuso.

    Parabéns Sant'Ana e minha gratidão pela oportunidade. abraço cordial. Laerte.

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  11. ¡Hola, José-Carlos!

    Me encanta este lindo poema de leves arabescos en pequeñas y bellas metáforas. Estos arabescos se ven con frecuencia en la piel del hombre, que parecen cuadros de museo andantes, aunque a mí me parecen bichos raros... mas es moda y te han inspirado muy requetebién. Felicidades. Y gracias por compartir.

    Te dejo mi inmensa gratitud y mi estima.
    Un abrazo y se muy -muy feliz.

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  12. Caro José Carlos,

    Este teu poema na beleza da leveza de um outubro,
    que canta os instantes na urgência do tempo do poeta,
    em se inscrever poema nos sentires da quietude e alegria!

    Muito belo e na melhor companhia da Diva Ella Fitzgerald
    (adoro...), esta voz divina!!

    Uma maravilha este teu espaço de qualidade ímpar!
    Afetuoso abraço.

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  13. Na verdade, a quietude e a alegria, que deveriam ser uma constante, são, ainda que em maior ou menor grau, um oásis na vida das pessoas.
    Excelente poema, meu amigo, na forma e no conteúdo.
    Caro José Carlos , tem um bom fim de semana.
    Abraço.

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  14. José Carlos
    passei para lhe deixar votos de bom fim de semana.
    beijo
    :)

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  15. Muy bello tu poema, es un placer venir a disfrutar de tus versos, amigo.

    Ausencia que se palpa desde el recuerdo del caminar.

    Un beso.

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  16. Vim à procura de mais, que mais nunca é demais.
    Aqui, o prazer de ler aguça o desejo de voltar.

    Abraço.

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