segunda-feira, 17 de abril de 2017

Customização para a música de Ernesto Nazareth



             ouvindo Ernesto Nazareth
por meio de braços, pernas, corpo
como um longo jardim semeado
ou em longas queimaduras no palco,
carnes árduas nos pés, cansaço,
ou no coração bem cuidado,
sem ninguém para dizer-me
quanta substância ali dançava,
corpo-a-corpo,
sem uma sombra que os separasse
nos mil passos transbordados,
deixando os dançarinos afagados 
com as mãos que se juntavam
nos enleios, desvelos vários,
nos aplausos invioláveis.

(José Carlos Sant Anna)

6 comentários:

  1. Que show maravilhoso!! Grupo 'Corpo', leve, sincronia de tirar o fôlego! E que coreografia! Bem tudo 1000, abrindo com seu lindo poema! Vi tudo na tela maior.
    Beijo, José Carlos, valeu a partilha!

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  2. Espera...voltei, deixo registro para a bela música de Ernesto Nazareth, Inconfundível, maravilhosa. Falha minha...
    bjs

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  3. A leveza de gestos e dos corpos. Um bailado que se fez poema. Uma música que foi inspiração para o poema e para os bailarinos. Tudo lindíssimo, meu amigo.
    Um beijo.

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  4. E a poesia dança docemente!
    Lindo !
    agradecida mando um beijo ao poeta e amigo querido.

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  5. Quando o corpo é arte pura,
    Creio mais em Deus, te juro
    Amigo Sant Ana! É puro
    Dom de Deus à criatura

    Que faz do corpo a figura
    De obra de arte no escuro,
    Cuja luz, eu te asseguro
    Ser luz que em luz transfigura

    O inanimado em obra de arte
    Que com os humanos reparte
    Parte de Deus com a razão

    De sermos parte da parte
    Divina, e pois, por destarte
    O corpo é Deus; arte não!

    Amigo, belíssima postagem! Parabéns! Grande abraço ao grande amigo. Laerte.

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  6. Olá José Carlos!
    A dança é uma arte bela e difícil. Admiro os bailarinos por sua leveza, persistência e dom.
    Beijos

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