ouvindo Ernesto Nazareth
por meio de braços, pernas, corpo
como um longo jardim semeado
ou em longas queimaduras no palco,
carnes árduas nos pés, cansaço,
ou no coração bem cuidado,
ou no coração bem cuidado,
sem ninguém para dizer-me
quanta substância ali dançava,
corpo-a-corpo,
sem uma sombra que os separasse
nos mil passos transbordados,
deixando os dançarinos afagados
com as mãos que se juntavam
nos enleios, desvelos vários,
nos aplausos invioláveis.
(José Carlos Sant Anna)
Que show maravilhoso!! Grupo 'Corpo', leve, sincronia de tirar o fôlego! E que coreografia! Bem tudo 1000, abrindo com seu lindo poema! Vi tudo na tela maior.
ResponderExcluirBeijo, José Carlos, valeu a partilha!
Espera...voltei, deixo registro para a bela música de Ernesto Nazareth, Inconfundível, maravilhosa. Falha minha...
ResponderExcluirbjs
A leveza de gestos e dos corpos. Um bailado que se fez poema. Uma música que foi inspiração para o poema e para os bailarinos. Tudo lindíssimo, meu amigo.
ResponderExcluirUm beijo.
E a poesia dança docemente!
ResponderExcluirLindo !
agradecida mando um beijo ao poeta e amigo querido.
Quando o corpo é arte pura,
ResponderExcluirCreio mais em Deus, te juro
Amigo Sant Ana! É puro
Dom de Deus à criatura
Que faz do corpo a figura
De obra de arte no escuro,
Cuja luz, eu te asseguro
Ser luz que em luz transfigura
O inanimado em obra de arte
Que com os humanos reparte
Parte de Deus com a razão
De sermos parte da parte
Divina, e pois, por destarte
O corpo é Deus; arte não!
Amigo, belíssima postagem! Parabéns! Grande abraço ao grande amigo. Laerte.
Olá José Carlos!
ResponderExcluirA dança é uma arte bela e difícil. Admiro os bailarinos por sua leveza, persistência e dom.
Beijos
bela composição . poema e vídeo.
ResponderExcluira modernidade do bailado Pina Bausch mesclado com expressividade do Brasil.
gostei muito.
abraço, meu amigo José Carlos
Brilhante homenagem a Ernesto Nazareth, através das suas palavras, José Carlos, e através do vídeo, que numa conjugação brilhante... uniu presente e passado... bem como, contemporaneidade... com a leveza e técnica do bailado...
ResponderExcluirGostei imenso! Um grande abraço!
Ana