terça-feira, 9 de maio de 2017

No bolso



Trago o bolso cheio dos sonhos
que não ficaram pelo caminho,
do sol velado na outra margem 
do mar atrás das coisas eternas,

e do vento da tarde sacudindo 
as árvores, e das noites de luar,
e das palavras de mãos dadas
com a poesia reinventando

o leite derramado na sintaxe
cifrada das mensagens nas
garrafas, perdidas nos mares

de outrora, e na invenção 
de mapas e enredos para ilhas
que recomponho lentamente. 

               (José Carlos Sant Anna)



5 comentários:

  1. Que lindo, meu amigo! E de fundo, Prelude 3... fechou com chave de ouro. Beijo, uma ótima semana, José Carlos.

    "Trago o bolso cheio dos sonhos
    que não ficaram pelo caminho,
    do sol velado na outra margem
    do mar atrás das coisas eternas,"

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  2. Olá José Carlos.
    Gostei de teu poema, "No bolso", um belo poema. Parabéns.
    Um abraço.
    Pedro.

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  3. José Carlos.
    Tão a meu gosto!... todo o Poeta traz sonhos nos bolsos
    gostei tanto!
    bom domingo!
    beijos
    :)

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  4. Olá José Carlos!
    O bom dos sonhos é poder concretizá-los e não deixá-los na gaveta ou no bolso. É bom quando o sonho se torna realidade porque dá ainda mais vontade de sonhar.
    Beijos

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  5. Sempre um sonho nos arrasta. Sempre a mesma fé já gasta de tanto sonhar e sempre pronta a teimar num sonho novo...
    Um poema muito inspirador, amigo.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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