Descabido no orvalho, penso diferente
do que sonho porque o inefável me acena
palavras que me fazem tão leve, por acaso
mais leve do que claro, sem que firam o ser
ou o corpo que contraio. Logo, não me aferro
ao sonho, ao amor da existência que me
fere a pele, que aguça a minha sede, aflige
o meu sono e me abandona às margens
dessa vida em que me diluo sem saber
se o que estava em mim me subjugava
ao nada ou é o excesso que se move como
um rio ou é uma febre que só a si mesma
se compara, movendo-se dentro de mim
distendida como se fosse um par de asas.
José Carlos Sant Anna
E... voemos no sonho, de pés bem assentes no chão.
ResponderExcluirMeu abraço amigo.
Amigo José Carlos gostei muito deste seu poema, uma sondagem à alma, numa introspecção muito bem elaborada. Parabéns.
ResponderExcluirÓtimo domingo.
Um grande abraço.
Pedro
Esse teu poema, com essa busca interior me fez lembrar um ou outro poema do joão Cabral de Melo Neto. É sempre muito agradável ler um poema como esse, um poema singular.
ResponderExcluirBeijo, meu amigo, um ótimo domingo.
Me ha encantado volver a leerte, amigo José, un precioso poema el que compartes.
ResponderExcluirUn beso.
Asas. As palavras têm asas. O poeta quer o cume da montanha onde os desejos se cumprem, mas ele é tão difícil de alcançar como as palavras lentas com que chegamos ao silêncio.
ResponderExcluirLi e reli o seu poema tão intenso. Gosto dele.
Uma boa semana.
Um beijo, meu Amigo.
¡Me ha emocionado esa mirada a dentro de ti mismo, pensar es soñar despierto y ese sueño tuyo, no va a de herir tu piel! Sino que vuela en las alas del viento recitando este bello poema; bendita fiebre, bendita.
ResponderExcluirMe ha gustado leerte y es un placer pasar por esta tu casa y empaparse de poesía.
Un beso, José-Carlos.
Gracias por este momento de lectura, y por tu huella en mi casa.
Se muy -muy feliz.
No teu par de asas pouso meu olhar.
ResponderExcluirAdmirável, poeta!
Agradeço por pousar no meu Mundo e deixar teus versos.
Um abraço.
Asas. Se não as há, o Poeta as inventa e no sonho vai.
ResponderExcluirGostei da intensidade do poema.
Beijinhos
:)
Não há melhor instrumento... de voo da alma... do que a poesia...
ResponderExcluirMais um trabalho, de uma profundidade admirável, José Carlos! Parabéns! Um grande abraço!
Ana