tudo o que ela queria
era um flash,
um instantâneo
nada, nada mais que isto,
ou talvez, quem sabe,
tudo isto.
era um flash,
um instantâneo
nada, nada mais que isto,
ou talvez, quem sabe,
tudo isto.
epígrafes nas páginas ímpares,
escritas ao léu,
filmes
gibis
baralhos
tarôs
bricolagens
o caralho
ou imagens bruscas do Aleph de Borges
ou um bouquet de Simone de Beauvoir
no café da manhã
escritas ao léu,
filmes
gibis
baralhos
tarôs
bricolagens
o caralho
ou imagens bruscas do Aleph de Borges
ou um bouquet de Simone de Beauvoir
no café da manhã
e o coração bumerangue
não estaria nem aí
para a histeria de Freud com pane
no seu imaginário
não estaria nem aí
para a histeria de Freud com pane
no seu imaginário
ou para as linhas tortas do império romano
sem as agruras de César
e, mesmo assim, com um Balzac caricato
o que ela faria do seu diploma
de anjos radioativos,
conspurcando o retrato da sociedade da época
sem as agruras de César
e, mesmo assim, com um Balzac caricato
o que ela faria do seu diploma
de anjos radioativos,
conspurcando o retrato da sociedade da época
se o levassem a um cruzeiro
em mar constelado
cheio de metáforas de incertezas?
em mar constelado
cheio de metáforas de incertezas?
o que seria da maquete
de frutas agônicas,
adornando um salão de arte?
de frutas agônicas,
adornando um salão de arte?
o desvario do seu idioleto é
a estupefação da sua poesia
a estupefação da sua poesia
Ah! e como ela oscila nos lapsos
da reinvenção da palavra.
(José Carlos Sant Anna)
da reinvenção da palavra.
(José Carlos Sant Anna)
E o poder da palavra... é infinito... construtivo... ou destrutivo....
ResponderExcluirAté onde ela poderá ir?... A palavra?... Até onde a lendo... a deixarem...
Belíssimo trabalho poético... onde um mundo inteiro, foi em algumas linhas, plena e brilhantemente integrado!...
Um grande abraço! E porque só agora, o tempo o permitiu... vou espreitar o que por aqui, tenho andado a perder, ultimamente...
Desejando-lhe a continuação de uma óptima semana...
Ana
Esqueci-me de acrescentar que foi um enorme prazer ouvir Santana... e recordar este tema... que adoro!
ResponderExcluirAbraço, José Carlos!
Ana
Concordo com a Ana, "belíssimo trabalho poético,
ResponderExcluirbrilhantemente integrado!".
Um excelente poema que espelha a tua capacidade
narrativa profunda e complexa neste moisaco
cultural descrito.
A reinvenção da palavra para aqueles que não
cede ao lugar comum...
Parabéns, meu amigo!
O Santana é bem isto na música, uma originalidade
musical, eu adoro!
Beijos, José Carlos.
desse cardápio de necessidades algumas fazem levantar Freud e a sua corte celestial
ResponderExcluiroutras recomendo à Mulher de César! que se quer sempre virtuosa...
chapeau, caro José Carlos
anuncio-te que estão abertos os comentários no meu blog - espero continuar a merecer a tua presença amiga
Criativo, ótimo, uma colcha de retalhos...
ResponderExcluir(...)para a histeria de Freud com pane
no seu imaginário
ou para as linhas tortas do império romano
sem as agruras de César...(rs)
Vídeo bom demais!
Beijo!
Reinventemos sempre as palavras!
ResponderExcluirGosto deste tema de Santana, revivo-o.
Boa semana, amigo.
Uma linguagem que se reinventa a cada verso. A construir sílaba a sílaba o direito e o avesso das nossas contradições...
ResponderExcluirUm poema excelente, meu Amigo.
Gostei de ouvir Santana.
Uma boa semana.
Um beijo.
e
ResponderExcluirsempre a palavra será reinventada
nas mãos do poeta
e na sua inspiração
tão veloz como o vento no destempo
do tempo
presente
ou tão ausente
beijos
:)
Belo o teu caminho
ResponderExcluirpercorrido de alfa a ómega
Lapsos e relapsos há-os
desde sempre
nas palavras o Poeta inventa
e reinventa sílaba a sílaba
brandas ou sonoras mudas ou desmudas
desnudas vogais ao léu
consoantes no céu
declinações vistas e revistas
sucessivamente
desde sempre ternas eternas
Abraço, Poeta.