quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

UTOPIAS I



I

É inútil fingir      se acaso
as amêndoas nas minhas mãos fossem
sílabas catadas no chão do teu corpo
não estaria eu agora
limpando 
meus óculos com a bainha da camisa.

(José Carlos Sant Anna)

9 comentários:

  1. estarias então sem óculos, naturalmente! quero crer...

    Poema de sabores concentrados a desfazerem-se no palato. como chocolate caramelizado.

    és exímio manipulador de palavras e emoções, caro José Carlos
    nada que não saibas, mas que nunca me canso de dizer-te.

    privilégio raro a tua Poesia.

    calaroso abraço, meu amigo

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  2. Gostei muito, amigo José Carlos, do belo vídeo e, em especial, de "UTOPIAS 1", um excelente poema, construído com técnica e sensibilidade. Parabéns.
    Tudo de bom neste final de semana.
    Grande abraço.
    Pedro

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  3. há coisas que se tornam mesmo inuteis è às quais não devemos nem queremos fugir

    curto e belo poema

    bom fim de semana

    beijinhos

    :)

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  4. José Carlos, meu amigo

    Eita, um poema deslumbrante e tão belo!!
    Escrito com uma inteligência encantadora, percebo
    que Utopias 1 possibilite para nós, teus leitores
    amigos, muitas outras leituras posteriores: utopias 2,
    3, 4, 5... rss
    Este vídeo-música é deslumbrante!!!
    Adorei de montão e aguardando mais...
    Um domingo feliz, meu amigo.
    Beijos.

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  5. Curtinho mas consistente, meu amigo! Os poetas são hábeis em dizer muito em poucas linhas, brincam com os espaços e com as palavras?
    Beijo, uma feliz semana!

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  6. A subtileza das palavras a arrastar o poema para um certo jeito de amar... Pessoa tinha razão: o poeta é mesmo um fingidor...
    Uma boa semana, meu Amigo.
    Um beijo.

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  7. O dinamismo e o sabor da palavra num poema de exceção.
    Que vídeo tão adequado!

    Beijinho, José Carlos.

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  8. Muito bonito.
    Tem tanto que se lhe diga!
    Quantas vezes não limpamos os óculos assim... embaciados de dores!

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