sexta-feira, 11 de maio de 2018

Contradições



Até no mar
a face da noite aclara
com letra própria
esse infortúnio que não é só meu
e que se espalha pelas terras,
apartadas,
rasgadas para os abutres.
E o tempo que em ti
se cumpre
me faz sopesar
os desconcertos do mundo,
chão em que piso, desolado,
onde se esgarçam 
as insones madrugadas. 

(José Carlos Sant Anna).

13 comentários:

  1. Bom dia. Que poema lindo. Adorei ambas as coisas :))

    Hoje:- Sonhos vazios em desejos por cumprir

    Bjos
    Votos de Óptimo Sábado.

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  2. Contradições
    Ciclos
    que nem ousamos questionar

    e amanhã será um novo amanhecer...

    bom fim de semana

    beijinhos

    :)

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  3. Os desconcertos do mundo num tempo que se cumpre sem parar, apesar de todas as contradições e da melancolia que à pele se pega.
    Um poema excelente, cheio de motivos de reflexão, meu Amigo.
    Gostei de ouvir aqui o magnífico concerto de Aranjuez.
    Um beijo.

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  4. ……….
    Boa noite. Visitando e como sempre, ficando fascinado com a sua publicação. Simplesmente brilhante.
    .
    * Mulher = Ventre de Vida...( Poetizando) *

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  5. Meu amigo, a vida já é uma contradição, estamos desconectados de nossos sonhos, um futuro incerto, nada sabemos do amanhã. Temos a vida, amanhã não a temos mais. Há coisa mais intrigante do que vivermos nessa gaiola das loucas, uma hora é uma coisa, outro dia não é mais, tudo se transforma e segue outro rumo.

    "os desconcertos do mundo,
    chão em que piso, desolado,
    onde se esgarçam
    as insones madrugadas."

    Que lindo, mas intrigante!
    Beijo, meu amigo, uma semana linda pra você.

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  6. Esqueci... esse concerto de Aranjuez é divinamente lindo!
    beijo.

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  7. Olá José Carlos!
    Ai essas madrugadas que não deixam dormir mas por outro lado, servem de inspiração!
    Beijos

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  8. Olá José Carlos, boa noite!
    Não te assuste, entrando bem devagar só para pegar um cafezinho, me acomodar nesse sofá macio e fazer uma bela leitura. Divina inpiração, o vídeo é maravilhoso e o poema lindamente escrito.Estava em off, por isso a demora em aparecer para tomar um cafezinho.
    Obrigada pela leitura e café estava delicioso.

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  9. uma contradição bem "criativa", caro José Carlos
    que dos "desconcertos do Mundo" faz refulgir "madrugadas" (ainda que insones e sofridas).

    forte abraço, meu amigo

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  10. Que belo som, amigo José Carlos! E que belo poema nasceu numa esgarçada e "insone madrugada"! Até "a face da noite aclarou com letra própria".

    Beijo.

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  11. Andam uns tantos a desconsertar para o mundo lamentar.
    Um poema muito bem urdido e expressivo.
    O Concerto de Aranjuez é a minha música preferida...
    Por vezes, até sinto ciúmes em partilhá-la... rsss
    o que faço uma vez por ano, no meu aniversário.
    Abraço, Carlos.
    ~~~

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  12. Poema belo no dorido das horas da
    existência (principalmente neste Brasil nosso...),
    compreendo profundamente: " os desconcertos do mundo,
    chão em que piso, desolado"...

    Este Concerto de Aranjuez é sopro sublime a nos
    emocionar, José Carlos!

    Um domingo alto astral, amigo!
    Beijo.

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  13. Os desconcertos do mundo... mais presentes do que nunca... nas insones madrugadas... mas há sempre a esperança de o dia seguinte, nos trazer aquela luzinha de esperança... de que nem tudo no mundo esteja sem conserto... e alguma coisa... pelo menos na nossa vida, a gente vá podendo ainda consertar!...
    Sublime escolha musical, José Carlos... a combinar lindamente com as suas inspiradas palavras!
    Beijinhos
    Ana

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