sexta-feira, 27 de julho de 2018

As reticências...



A chuva não deu trégua durante a madrugada e ainda corria solta pela manhã, alagando as ruas.
A empregada entrou na casa tiritando de frio, e a patroa, alheia ao que acontecia lá fora, perguntou-lhe porque estava atrasada. 
Sem titubear, ela respondeu:
– Porque enquanto a senhora se remexia embaixo dos lençóis, eu enfrentava esse dilúvio... 

(José Carlos Sant Anna)

9 comentários:

  1. hahaha, é bem assim, e se você soubesse como têm histórias de patroas e empregadas, coisas do arco! Muitas, milhares! Você até me deu a ideia de puxar umas lá do fundo do baú!
    Quanto à música de Jorge Ben, que saudades estava dessa música, da época! E por falar em chuva, aqui chove de manhã, 7 graus em Porto Alegre e bem menos na serra e nos pampas. À tarde temos 28 graus... Dê-lhe saúde nos gaúchos!
    Gostei muito da postagem!
    Beijo, meu amigo! Um bom fim de semana.

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  2. É o que se chama «sem papas na língua»
    Muito bem dito.
    Também enfrentei muito temporal para ir para a Escola.
    Ótimo fim de semana, José Carlos,
    Abraço.
    ~~~

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  3. "Eu enfrentava esse dilúvio...". E os maiores fascínios, passam quase sempre por ser pequeno demais para tamanha imensidão. Gostei tanto. Um abraço.

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  4. Hummm, muito bom. adorei a publicação :))

    O meu sentimento não morreu.

    Bjos
    Votos de um óptima Segunda- Feira

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  5. Entender os motivos dos outros, não é para qualquer um… A chuva causa muitos transtornos a quem tem que andar pelas ruas… Claro que há o lado romântico dos que gostam de ver chover pela janela… O seu texto, meu Amigo, do meu agrado como sempre. Gostei imenso de ouvir Jorge Ben.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  6. JCarlos

    lembro de já ter lido este texto, mas é sempre bom reler...

    beijinhos

    :)

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  7. "Quem anda à chuva, molha-se" - o ditado é bem velho!

    Abraço!

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  8. Sempre haverá pessoas, sem noção da verdadeira realidade... das "outras"... nessas reticências... cabem uma diferença abismal... desde o preconceito, à falta de oportunidades... e à clivagem entre diferentes estratos sociais... que define assim, a pura inconsciência, de quem vive privilegiadamente, e acha que o resto do mundo... se padroniza pelo seu...
    Um pequeno texto, magistral, e subtil, na sua imensa abrangência...
    Adorei, José Carlos! Beijinhos
    Ana

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  9. É justo... melhor, injusto chegar ao trabalho feito/a pinto pelado e ouvir uma reprimenda. Há resfriado pela certa.
    Ben, bem.

    Abraço.

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