quarta-feira, 3 de junho de 2020

Pelas leiras


Sorri o menino

Ainda há pouco
ele estava no mundo da lua

onde renasciam as horas
entre os corpos fustigados
à sombra do capinzal

e só a pele entenderia
as mãos de luar nos cabelos
suspirando amor e sede
antes do mel do prazer

E o desejo salta a porteira,
e passa de mansinho,
e destelha a casa grande.

E livre como veio
acompanha
pelo chão do caminho
a vida ao longo da jornada.

Sorri o menino

Ainda há pouco
ele estava no mundo da lua

E os corpos se encharcam
na passarela dos sentidos,

antes germinam beijos
nas leiras do amor desvairado
na grande sala vazia. 

(José Carlos Sant Anna)

18 comentários:

  1. Muy bonito poema, me gustó especialmente el final.

    Besos al alma y feliz miércoles.

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  2. Poema delicioso de ler. Gostei muito do instrumental do video
    .
    Tenha um dia feliz

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  3. Delicioso poema para leer y releer.
    Besitos y abrazos.

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  4. La sensualidad es el halo de este poema y así lo vistes y lo presentas de una manera muy delicada. Precioso, mi buen amigo.

    Mil besitos con cariño para ti y feliz día.

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  5. O poema vai evoluindo à medida que mãos de luar afloram os cabelos e "o desejo ... destelha a casa grande." E a liberdade poética vagueia na jornada do amor.

    Também o instrumental de Cesar Camargo Mariano & Hélio Delmiro faz parte de toda esta magnífica intimidade.

    Beijo, poeta.

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  6. Algunos sentimientos, sensaciones y/o situaciones despiertan la sonrisa del niño que llevamos dentro. Y es ese niño el que nos permite sentir el placer, no sólo de los cuerpos (que también), sino de los sentimientos que acompañan y preceden el encuentro carnal.

    Esto es lo que me transmite tu poema, con dudas sobre si he entendido lo que querías transmitir (entre el idioma y el traductor, del que cada vez me fío menos). Espero no alejarme mucho de tu intención, aunque como ya te he leído alguna vez, el lector siempre "hace su trabajo" y aparece en lo que lee.

    Más allá de la interpretación, el poema es precioso y, además, incluye una de mis palabras favoritas: luar. La música me meció mientras lo leía.

    Beijos, muitos

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  7. Poema todo sensibilidad y belleza. Saludos.

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  8. Muito lindo, enquanto 'sorri o menino' a vida se faz, acontece como tudo. É a trilha da vida contado magistralmente por José Carlos!
    Beijo, meu amigo, bons dias pela frente, cuide-se, ainda não atingimos o pico do corona.

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    1. Esqueci, José Carlos, o vídeo é magnífico, fui lendo e escutando.
      bjus!

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  9. O menino sorri e cresce nele a sede e o mel. E o menino continua a sorrir e a desvairar o desejo e os beijos como se toda a intimidade fosse um deslumbre… Tão belo este poema, meu Amigo José Carlos!
    Magnífica, a música.
    Um beijo.

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  10. O tempo "esse grande escultor" que vai sempre burilando a pedra
    ou o barro de que somos feitos...

    eleitos dos deuses são aqueles que mantêm
    o riso travesso de menino

    e viva e fecunda a "passarela dos sentidos"...

    grande abraço, Poeta´

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  11. às vezes a pele nos leva à alma

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  12. JC

    o tempo vai cimentando o corpo e a alma e voa com o vento sem nos dar conta

    e por fim, um dia ou outro e outro

    a grande sala vazia e, afinal tão de (tudo) por isso o sorriso do menino

    que até já nem é~

    gostei bastante!

    bom domingo, beijinhos
    :)

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  13. Do capim à casa grande há um caminho,
    comum a todos os meninos, de carinho
    e é na sala vazia o primeiro ninho...

    Poema belo pela transparência espelhada do desejo.
    Abraço.

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  14. Bonito sentir o fervilhar que compõe um caminhar de um menino_ renascendo destelhando e se inundando de um amor sem fim ou fora de si.
    Ao menino Jcarlos meu abraço grande.

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  15. E o desejo saltou a porteira e invadiu a casa grande destelhada...

    Sonhos desvairados de menino...

    Grata pela beleza da leitura e excelente uso da Língua Portuguesa.

    Abraço amigo.
    ~~~~

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  16. Sonríe la chica.
    (o sea, yo)
    Un abrazo.

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  17. Sensibilidade, inocência, cumplicidade e musicalidade... num mix, deliciosamente perfeito, nesta poética maravilha, José Carlos!...
    Beijinho
    Ana

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