segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Do carnaval (poemeto)

 


Ventania, luzes de volúpia

e verdes maças em muros altos

 

Fábulas tecidas,

melopeias doidivanas

entoadas

entre os vãos lisos

dos escaninhos da memória

 

e dos ventos repousantes

entre os beijos mais fundos

quando nuvens de veludos

me arpoavam 

no mundo dos teus olhos


(José Carlos Sant Anna)

15 comentários:

  1. Para o ano será, acredito, um carnaval diferente. Temos de ter fé.
    Gostei muito de ler.
    .
    Saudação poética
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

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  2. As luzes de volúpia, as fábulas tecidas na memória a trazerem de volta um pretérito carnaval com beijos e olhares de cumplicidade.
    Excelente, meu Amigo José Carlos.
    Cuide-se bem.
    Um beijo.

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  3. Este tempo é ocasião. Ainda agora o é arpoando o fascínio guardado na memória. Neste cinzento paralisante que nos assalta não há sombra de pecado na invocação. Olhos nos olhos. E na adoração elevada do poder das coxas. Verdes. Carne_val, a bula perfeita.
    Belo trabalho, amigo José Carlos Sant Anna.
    Abraço.

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  4. Olá, professor José Carlos Sant Anna.
    Gostei muito deste poema em homenagem ao Carnaval, festa tão popular e bela na sua Bahia, que neste ano começa a preparar-se para o ano que vem, e assim matar a saudade dos amantes da folia.
    Uma boa semana, amigo José Carlos, com muita paz e saúde.
    Grande abraço.

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  5. A leitura dos olhos era tão funda que continua a emergir em belos poemas. Dá gosto assistir ao desfile de saudade e volúpia. É carnaval.

    Beijos e saúde, amigo José Carlos.

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  6. JC

    excelente, e nos ventos repousantes
    que os beijos sejam ardentes
    Gostei de ler.
    Bom domingo!
    Beijinhos
    :)

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  7. Olá, professor!
    Ah...a Bahia dos lindos carnavais e que neste ano só ganha belos poemas e saudades da folia!
    Mas calma, no próximo ano vem tudo em dobro! Será uma festa grandiosa, os Baianos não deixarão por menos.
    Grifo, esta, muito lindo!

    "e dos ventos repousantes
    entre os beijos mais fundos
    quando nuvens de veludos
    me arpoavam
    no mundo dos teus olhos"

    Beijo, um bom domingo e uma semana com paz e cuidados.

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  8. há ventanias assim. irrecusáveis!
    e núvens de veludo a fazerem "fru-fru" nos neurónios do Poeta

    felicito-te!
    belo poema, meu caro amigo
    feliz por te saber em excelente forma

    grande abraço

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  9. Quanta saudade hoje eu desfio por aqui.

    Que carnaval tão poético!

    Beijo, Tão!

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  10. Uma carnavália toda feita e refeita na memória, nos sons, nas cores, nos desejos...

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  11. Este ano... só mesmo a máscara dos políticos, com cara de pau, para se esquivarem das suas responsabilidades...
    Uma época de magia, deleite, contentamento... mas que sabiamente, também por aqui, no nosso país, foi cancelada... Adorei o poema, que dum modo leve, ainda assim definiu tão bem o Carnaval, nas suas raízes mais profundas!
    Olá, José Carlos! Também eu tenho andado arredada, de muitos cantinhos da Net, desde que iniciámos este tempo pandémico!...
    A minha mãe pertence a um grupo de alto risco, dada a sua insuficiência cardíaca e respiratória, pelo que as rotinas diárias caseiras, para manter a virose bem longe dela, têm-se sucedido ininterruptamente, neste último ano... e com elas o meu tempo tem-se evaporado, como o álcool que uso a toda a hora por tudo e por nada, cá em casa... e mais ainda agora, que ela está a meio do processo de vacinação... faltando ainda a segunda dose...
    Estimo que se encontre de saúde, assim como todos os seus! Sei que a situação continua super preocupante aí no Brasil... mas há que apostar nos máximos cuidados, até à oportunidade de se conseguir vacinação... Aqui os mais idosos e os grupos de risco, já estão a ser vacinados, e desde então a mortalidade desceu bastante, no nosso país. A vacina de facto, faz toda a diferença, nos grupos mais problemáticos e com menor resistência física!...
    Deixo um beijinho, e votos de um bom fim de semana, com saúde, para si e todos os seus!
    Ana

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  12. Vim retribuir a sua amável visita e deparo-me com este belo poema, um carnaval tecido na memória fértil do poeta.
    Tenhamos esperança em novos versos, mais concretos mas igualmente belos.

    Um abraço

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  13. Ouvindo aqui a 'noite dos mascarados' de Chico Buarque e pensando que provavelmente o carnaval será de novo mascarado em todos os sentidos rs pouco mudou de fevereiro até daqui a poucos meses do outro fevereiro. E, novamente vamos seguir cantando 'Seja o que Deus quiser'.
    O poema é muito bom, Jcarlos _ ventanias, volúpias e maçãs em muro alto _ sutil e poético.
    Meu abraço

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